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| No baile de formatura o agora Dr. Francisco Calheiros e sua esposa Olívia Carvalho que também se formou em direito pela Ulbra. |
Senhora Diretora Acadêmica da Faculdade Martha Falcão, Professora-Doutora Helena Lima; excelentíssimo senhor prefeito de Manaus e personagem principal do meu terceiro livro, Artur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto; secretária Maria Goreth Garcia do Carmo Ribeiro; senhora coordenadora do curso de direito; nossos paraninfos, professor André Cheik Bessa e Jorge Veras; professores homenageados, Walmir César Pozzetti e Luís Fabian; nossos familiares; autoridades presentes; minhas senhoras e meus senhores.
Boa-noite!
Neste momento sublime, fazemos inicialmente um agradecimento a Deus, sem o qual esta cerimônia de colação de grau não estaria acontecendo; sem o qual teríamos ficado pelo meio do caminho e não estaríamos realizando este grande sonho – o título de Bacharel em Direito – e o primeiro passo para o início de uma carreira profissional. O que seria de nós sem a proteção de Deus? Acreditar e ter Fé é uma das necessidades humanas.
Neste momento sublime, faz-se mister agradecer aos nossos professores, sempre incansáveis e dedicados em compartilharem conosco seus conhecimentos, suas experiências, suas verdades; foram eles que nos deram as primeiras informações sobre o que é ser um operador do Direito e qual o papel e a importância do advogado para a sociedade. Particularmente, lembro-me das palavras do Professor-Doutor Walmir César Pozzetti, no primeiro dia de aula, ministrando a disciplina Introdução ao Estudo do Direito (IED), que nos disse que, a partir daquela dia, não seríamos mais as mesmas pessoas. Todos os nossos Mestres têm neste momento o nosso muito obrigado – é o mínimo que podemos fazer – nossa gratidão, respeito e reconhecimento. Levaremos para o resto de nossas vidas o que nos foi ensinado. Seremos eternamente devedores de nos terem ensinado a ver o mundo de outra maneira, e mais do que isso, de nos fazerem, a partir de hoje verdadeiros fiscais da Justiça, da Liberdade, dos direitos humanos, homens e mulheres capazes de ver no Direito os alicerces para uma sociedade mais justa e mais humana: Fábio Monteiro, Luís Fabian, Jorge Veras, Lúcia Viana, André Bessa, Carlos Almeida, Rafael Barbosa, Renata, Marco Evangelista, Artur Pozzetti, Eduardo Villar, Francisca Rita, Aldemiro Dantas, Alberto Bezerra, Bruno Cavalcante, Carlos Coelho, Manoel Bessa, Fernando Prestes, Ezelaide Viegas, Marcelo Dias, Márcia Medina, Lúcia Viana, especialistas, mestres e doutores que compartilharam conosco seus conhecimentos e experiências no Magistério. Dizem que o professor é a matéria-prima mais barata que existe no mercado. Para nós não, para nós o professor é um ser político, é uma dádiva de Deus, sem o qual a sociedade estaria em constante retrocesso.
Neste momento sublime, quero registrar a ausência de minha irmã (Maria Odete, Professora-Doutora da Universidade Federal de Roraima); do senhor Antônio Carriço, pai da Jaqueline; do senhor Manuel Monteiro Diz, pai do nosso amigo Sandro. Quando começamos a graduação – há cinco anos – eles estavam presentes. Hoje, vivendo ao lado de Deus, tenho certeza, Sandro, de que estão aqui, ao nosso meio, fazendo parte deste momento tão importante em nossas vidas. A todos eles o nosso muito obrigado, nossa eterna gratidão, nosso amor e nossas saudades.
Neste momento sublime, um agradecimento mais que especial às nossas famílias: cônjuges e filhos, enfim, pessoas que fazem parte de nossas vidas e que souberam entender as nossas ausências, os dias de provas, os longos períodos que deixamos de estar presentes, os passeios que não realizamos, as viagens que deixamos de fazer. Mas foram compreensíveis e estiveram ao nosso lado em todos os momentos. Sem eles teria sido tudo muito mais difícil. Como escreveu Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor”. Obrigado! Obrigado! Obrigado!
Neste momento sublime, nossas homenagens ao formando José Artur Pozzetti, um exemplo de pessoa, sempre prestativo, nosso representante de sala, respeitado e querido por todos. Fazia questão de mandar os e-mails com o material dos professores, sempre sorrindo, às vezes reclamando, mas sempre presente. Foram muitos os momentos de tensão: 1ª NPC. 2ª NPC. Provão. Ah, aquele provão. Dizem que vão acabar. Artur Pozzetti, peço que você fique de pé para receber uma salva de palmas como reconhecimento do seu trabalho e da atenção que sempre nos dispensou. O mesmo agradecimento à comissão de formatura. Ah, eles foram incansáveis. Fazemos ou não a formatura? Haverá ou não baile? Quando tudo parecia perdido, eis que entram em cena os alunos Tatiane, Jaqueline, César, Artur, Ana Laura e Sandro, que, contra a vontade de muitos, passaram a ser os responsáveis principais por este momento e, principalmente, pelo baile de gala que estaremos realizando amanhã. Tatiane, Jaqueline, César, Ana Laura, Sandro, por favor, fiquem de pé, recebam nossos agradecimentos, nossas homenagens e nossa gratidão. Os líderes sempre foram e sempre serão necessários.
Neste momento sublime, faço questão de lhes apresentar cada um dos personagens principais desta história: Calheiros, Sandro, César, Artur, Ana Laura, Jaqueline, Tatiane, Eduarda, Edisioneia, Lygia, Danilo, Nícolas, Wanderleia, Renata, Fernanda, Camila, Alcileia, Bruno, Renny, hoje Bacharéis em Direito, alguns já aprovados no Exame da Ordem, portanto, já ostentando o título de advogados. Praticamente nos conhecemos no período do Curso e tenho certeza de que a vida acadêmica continuará na vida familiar, social e profissional. Em verdade vos digo, parodiando Valmir César Pozzetti, que agora sois outras pessoas. Em verdade vos digo que agora tendes o dever de atuar em nome do Direito e da Justiça. Os caminhos a percorrer serão muitos. Alguns no funcionalismo público. Outros como profissionais autônomos que saberão honrar a profissão. Em verdade vos digo que a palavra advogado deriva da expressão em latim 'ad vocatus' que significa o que foi chamado, que, no Direito romano designava a terceira pessoa que o litigante chamava perante o juízo para falar a seu favor ou defender o seu interesse. Por essa razão a função do advogado tem manto constitucional. Portanto, nossa missão é nobre e árdua, entretanto saberemos exercê-la com louvor, dedicação e profissionalismo. É assim que se constrói uma nova sociedade. É assim que se faz história. De igual forma, nossos agradecimentos à Faculdade Martha Falcão, à Direção Geral, à Coordenação. Muitos foram os erros, mas os acertos foram maiores. Somos gratos a essa Instituição, cujo nome saberemos honrar.
Neste momento sublime, sabemos que o povo está nas ruas, que a sociedade brasileira passa por grandes transformações e que o momento é delicado. Tentaram tirar algumas prerrogativas do Ministério Público, a casa que hoje nos abriga. Existe um movimento claro das elites dominantes de enfraquecer o poder do Supremo Tribunal Federal. A proposta de um plebiscito com a clara intenção de mudar o foco dos graves problemas que o País atravessa e com clara ameaça à Constituição. Diante desse quadro, nossas responsabilidades aumentam. Precisamos mais do que nunca colocar em prática os ensinamentos adquiridos em sala de aula. Precisamos reagir! Precisamos denunciar os abusos e lutar para que as instituições deste País sejam cada vez mais consolidadas, pois do contrário, a própria democracia ficará fragilizada. O Brasil não está mais dormindo, e nós, operadores do Direito, temos o dever de lutar para que o Direito seja cada vez mais a ciência da pacificação e da Justiça Social. Sigamos os ensinamentos de nossos professores: o advogado nunca é o fim, mas sempre o meio. Como agentes jurídicos, jamais prometam resultados. Trabalhem com ética. Construam um nome em cima de ações positivas. O sucesso é sempre consequência e não se satisfaz quando obtido sem esforço.
Neste momento sublime, quero-lhes apresentar nossos paraninfos, André Cheik Bessa e Jorge Veras Filho. O paraninfo é o professor a quem incumbe a última lição e o amigo a quem cabe o primeiro conselho. Assim foi o professor André Bessa. Suas aulas de Direito Empresarial tornaram-se inesquecíveis. Seu esquema didático era uma verdadeira obra-prima. Ensinou-nos de tudo: EIRELI, Sociedade Anônima. Foi grande. Foi o verdadeiro Mestre. Já o professor Jorge Veras foi o nosso grande conselheiro, sempre sorrindo e paciente. Obrigado! Obrigado! Obrigado! Ainda no campo das homenagens, nossos agradecimentos aos professores Walmir Pozzetti e Luís Fabian. Professores, muito obrigado por tudo. Que Deus ilumine seus ensinamentos, suas famílias, suas ações e seus sonhos.
Precisa-se de loucos. De loucos uns pelos outros. Que em seus surtos de loucura tenham habilidades suficientes para agir como treinadores de um mundo melhor. Que olhem a ética, o respeito às pessoas, e a responsabilidade social não apenas como princípios organizacionais, mas como verdadeiros compromissos com o universo!
Precisa-se de loucos de paixão... Não só pelo trabalho, mas principalmente por gente. Que veja em cada ser humano o reflexo de si mesmo, trabalhando para que velhas competências dêem lugar ao brilho no olhar e a comportamentos humanizados.
Precisa-se de loucos de coragem. Para aplicar a diversidade em suas fileiras de trabalho, promovendo igualdade de condições sem reservas, onde as minorias possam ter seu lugar, em um ambiente de satisfação e crescimento pessoal, independente do tamanho do negócio, segmento ou origem do capital.
Precisa-se de loucos visionários, que, além da prospecção de cenários futuros, possam assegurar um novo amanhã, criando estratégias de negócios que estejam intrinsecamente ligadas à felicidade das pessoas. Primeiro a gente é feliz, depois a gente faz sucesso. Não se pode inverter esta ordem.
Precisa-se de loucos pelo desconhecido. Que caminhem na contramão da história, ouvindo mesmo o que os gurus têm a dizer sobre mobilidades de capitais, tecnologia ou eficiência gerencial e ouvindo mais seus próprios corações.
As organizações precisam urgentemente de loucos, capazes de implantar novos modelos de gestão, essencialmente focados no SER, sem receios de serem chamados de insanos, que saibam que a felicidade consiste em realizar as grandes verdades e não somente em ouvi-la. Ou resgatamos a inocência perdida ou teremos que desistir de vez da condição de HUMANOS.
E, para encerrar este momento sublime, quero agradecer a oportunidade de ser o orador de nossa turma. Homenagear meu irmão Jorge, que, há mais de 25 anos, trouxe-me do interior para tentar a sorte na cidade grande. E cito o Artigo Final do poema “Os Estatutos do Homem”, de Thiago de Mello. “Fica decretado o uso da palavra Liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante, a Liberdade será algo vivo e transparente, como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem”.
Está escrito em nosso convite de formatura: o Direito não é uma pura teoria, mas uma força viva.
Muito obrigado!
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Na oportunidade, destacamos a fotografia da turma de direito da ULBRA/2013, a segunda da direita para a esquerda destaca a agora também Dra. Olívia Carvalho, esposa e companheira de luta do Dr. Calheiros, e grande colaboradora da Academia Itacoatiarense de Letras, que colou grau no mesmo período que Calheiros.




