terça-feira, 22 de agosto de 2017

Academia Itacoatiarense de Letras de Portas Abertas



Academia Itacoatiarense de Letras - AIL, recebeu nesta terça-feira 22 de agosto, a visita de alunos e professores da Escola Estadual José Carlos Mestrinho, que foram conhecer o espaço, sua história, a história de seus membros e como funciona a instituição. E ficou a cargo do presidente Frank Chaves, fazer as honras da casa e mostrar a casa para o alunado curioso sobre a história da Academia, sobre a biografia de seus membros e o papel que ela exerce a sociedade itacoatiarense!




A Academia Itacoatiarense de Letras, está de portas abertas de segunda a sexta, de 8h às 12h e de 14h ás 17h para a comunidade e sempre recebe a visita de alunos, professores, pesquisadores, intelectuais, turistas, curiosos, e pessoas comuns do povo, todos interessados em conhecer a nossa Academia, quem são os seus membros, para que serve e com ela funciona.


Após a visita, alunos e professores saem da instituição com uma outra visão da instituição, e sempre, entre os alunos e visitantes, surgem interessados em saber mais sobre a entidade. Alguns até se colocam a disposição para serem voluntários de nossa academia.


Em nome dos demais membros da AIL, agradecemos a visita dos professores e alunos da Escola Estadual José Carlos Martins Mestrinho, pela visita empolgante visita a nossa casa, que estará sempre de portas abertas para todos e a serviço da cultura itacoatiarense!


Frank Queiroz Chaves
Presidente da AIL

domingo, 20 de agosto de 2017

19 de agosto - Dia do artista do teatro, dia mundial da fotografia e dia nacional do ciclismo


128º Aniversário de Cora Coralina - Homenagem da Academia Itacoatiarense de Letras


Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, adotou o pseudônimo de Cora Coralina, era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de dona Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Ela nasceu e foi criada às margens do Rio Assunção. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa (Goiás).

Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos, publicando-os posteriormente nos jornais da cidade de Goiânia, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista e nos periódicos de outros rincões, assim como a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917. Apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina (Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920)). Conforme Assis Brasil, na sua antologia "A Poesia Goiana no Século XX" (Rio de Janeiro: IMAGO Editora, 1997, página 66), "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana." Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônica "A Tua Volta", dedicada 'Ao Luiz do Couto, o querido poeta gentil das mulheres goianas', estampada no referido semanário "Folha do Sul", da cidade de Bela Vista, ano 2, n. 64, p. 1, 10 de maio de 1906. No jornal Tribuna Espírita - Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1905.

Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralina começa a frequentar as tertúlias do "Clube Literário Goiano", situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. Que lhe inspira o poema evocativo "Velho Sobrado". Quando começa então a redigir para o jornal literário "A Rosa" (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça.

Em 1911, foi para o estado de São Paulo com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, que exercia o cargo de Chefe de Polícia, equivalente ao de secretário da Segurança, do governo do presidente Urbano Coelho de Gouvêa - 1909 - 1912, onde viveu durante 45 anos, inicialmente no município de Jaboticabal onde nasceram seus seis filhos: Paraguaçu, Eneas, Cantídio, Jacyntha, Ísis e Vicência. Ísis e Eneas morreram logo depois de nascer. Em 1924, mudou para São Paulo. Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade.

Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a Praça do Patriarca. Seu filho Cantídio participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, cidade que atualmente, mantém uma casa da cultura com seu nome, em homenagem. Em 1956, retorna a Goiás.

Ao completar 50 anos, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.

Cora Coralina faleceu em Goiânia, de pneumonia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Primeiros passos literários

Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.

Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Divulgação nacional


Foi ao ter a segunda edição (1978) de Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, composta e impressa pelas Oficinas Gráficas da Universidade Federal de Goiás, com capa (retratando um dos becos da cidade de Goiás) e ilustrações elaboradas pela consagrada artista Maria Guilhermina, orelha de J.B. Martins Ramos, e prefácio de Oswaldino Marques, saudada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil, a 27 de dezembro de 1980, que Aninha, já conhecida como Cora Coralina, ganhou a atenção e passou a ser admirada por todo o Brasil. "Não estou fazendo comercial de editora, em época de festas. A obra foi publicada pela Universidade Federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles." Manifesta-se, ao ensejo, o vate Drummond.

A primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX. Já a segunda edição, repetindo, saiu em 1978 pela imprensa da UFG. E a terceira, em 1980. Desta vez, pela recém implantada editora da UFG, dentro da Coleção Documentos Goianos.

Onze anos depois da primeira edição de Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, compôs, em 1976, Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).

Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG (1983). E, logo depois, no mesmo ano, foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores. Dois anos mais tarde, veio a falecer. A 31 de janeiro de 1999, a sua principal obra, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi aclamada através de um seleto júri organizado pelo jornal O Popular, de Goiânia, uma das 20 obras mais importantes do século XX. Enfim, Cora torna-se autora canônica.

AIL - SYLVIA ARANHA DE OLIVEIRA RIBEIRO
Em 2009, na época da fundação da Academia Itacoatiarense de Letras - AIL, os membros fundadores homenagearam a poetisa e escritora CORA CORALINA, tornando-a patrona da cadeira de nº 13, que está sendo ocupada pela acadêmica escritora natural de São Paulo e cidadã itacoatiarense, SYLVIA ARANHA DE OLIVEIRA RIBEIRO.

Em ordem cronológica, as obras de Cora Coralina:


Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia), 1965 (Editora José Olympio).
Meu Livro de Cordel, (poesia), 1976
Vintém de Cobre - Meias confissões de Aninha (poesia), 1983
Estórias da Casa Velha da Ponte (contos), 1985
Meninos Verdes (infantil), 1986 (póstumo)
Tesouro da Casa Velha (poesia), 1996 (póstumo)
A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil), 1999 (póstumo)
Vila Boa de Goias (poesia), 2001 (póstumo)
O Prato Azul-Pombinho (infantil), 2002 (póstumo)

Referências

BRITTO, Clovis Carvalho (2007). «Um teto todo seu: o itinerário poético-intelectual de Cora Coralina» (PDF). Anais do XII Seminário Nacional Mulher e Literatura e do III Seminário Internacional Mulher e Literatura – Gênero, Identidade e Hibridismo Cultural. Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus/Bahia. Consultado em 21 de agosto de 2016

VARELLA, Ana Maria Ramos Sanchez (2009). «A reescrita, na morte, da experiência de vida». Revista Kairós. Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia e Núcleo de Estudos e Pesquisas do Envelhecimento da PUC-SP. Consultado em 21 de agosto de 2016

Infoescola.com http://www.infoescola.com/escritores/cora-coralina/

Enciclopédia Itaú Cultural (s/d). «Verbete "Cora Coralina"». Itaú Cultural. Consultado em 14 de outubro de 2014

Bibliografia

TAHAN, Vicência Bretas. Cora Coragem, Cora Poesia. Global Editora, 1989.

CORALINA, Cora. Villa Boa de Goyaz. Global Editora, 2001.

DENÓFRIO, Darcy França. Cora Coralina - Coleção Melhores Poemas - Global Editora, 2004. Darcy Franca Denofrio

DENÓFRIO, Darcy França; CAMARGO, Goiandira Ortiz de. Cora Coralina: Celebração da Volta. Cânone Editorial, 2006. Darcy Franca Denofrio.

BRITTO, Clóvis Carvalho; SEDA, Rita Elisa. Cora Coralina - Raízes de Aninha. Editora Ideias & Letras, 2011, 2a. edição.









fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina
https://www.youtube.com/watch?v=bxkI3YvVkos
https://www.youtube.com/watch?v=yS6NoNkHIdI

domingo, 13 de agosto de 2017

Aluna da Escola Vital de Mendonça ganha bolsa de intercâmbio no Canadá



A jovem Gabriele Konne Isper, aluna da Escola Estadual Dep. Vital de Mendonça, neste final de semana, ganhou o prêmio Amazonas Bilíngue, sendo a unica aluno do interior do Estado do Amazonas a conquistar o prêmio. 


"Ficamos muito orgulhosos de ter mais uma aluna brilhando para o mundo, esta semana saiu o resultado do Projeto Amazonas Bilíngue, que contemplaria os melhores alunos com o intercambio para o Canada, com todas as despesas pagas pelo Governo do Amazonas, através da SEDUC, e como Itacoatiara foi contemplado com o Projeto, era nosso dever como gestor publico, zelar para que esse projeto desses frutos, com muito estudo e dedicação a nossa aluna Gabriele Konne Isper, a nossa Gabi, aluna mais do que dedicada, foi a unica representante do interior do Estado, juntamente com mais 19 alunos da capital , que ao fim de mais uma turma foram os melhores, Gabi, hoje você nos orgulha, hoje você leva a nossa , a sua Escola alem das fronteiras, para o Canada, Parabéns , em nome de todos que acreditaram em você, sim estudar vale a pena !!! Escola Estadual Deputado Vital de Mendonça. Orgulho de Ser Escola Pública. Parabéns para toda sua família, seus pais e em especial para sua vó, que deve estar muito feliz e orgulhosa" (Eduardo Cesar - Diretor da Escola Vital de Mendonça)


Parabéns a Gabriela pela dedicação e notável empenho nos estudos, Parabéns aos seus pais pelo apoio dispensado e principalmente a Escola Estadual Dep. Vital de Mendonça, celeiro de grandes destaques da educação do Amazonas. Especialmente ao nosso dedicado diretor Prof. Eduardo Cesar, juntamente com todo o seu competente corpo docente e discente pelo êxito alcançado! No conjunto da obra, todos estão de parabéns e a nossa cidade de Itacoatiara é que ganha o mérito, por se destacar dentre as demais cidades do interior, pelo fato de ter sido a única no Amazonas a ganhar o prêmio da bolsa de intercâmbio para o Canadá, que terá todas as despesas pagas pelo Governo do Amazonas. São por fatos como esse que sinto orgulho de ser Itacoatiarense! (Frank Chaves - presidente da Academia Itacoatiarense de Letras) 

Essas são as paisagens que logo, logo, a Gabi estará vendo ao vivo. E passando uma temporada lá, desfrutando dos seus ares, modo de vida, dos seus pontos turísticos, da sua cultura e especialmente da sua língua, onde a Gabriela na prática e in loco, vai expandir os seus conhecimentos. 






PARABÉNS GABI !